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Author: Luke Sholl

O que é o CBC (Canabicromeno)?

O que é o CBC (Canabicromeno)?

Embora a maioria não esteja familiarizada com este canabinoide, o CBC está bem longe de ser insignificante. Continue a ler para usufruir de um resumo completo sobre o canabicromeno e para descobrir qual o papel que este desempenha nos tratamentos à base de canabinóides.

O que é o CBC?

O canabicromeno pertence a uma família de compostos orgânicos conhecida como canabinoides. Localizado no interior do cânhamo e em variedades de marijuana, o CBC é sintetizado após o CBCA ser exposto ao calor e à luz. Ainda assim, este difere da maioria dos canabinoides porque tem uma baixa afinidade para os recetores CB. Ao invés, o CBC liga-se aos recetores TRPV envolvidos na deteção de alterações de temperatura, entre outras sensações, a nível celular.

Resumo

Embora o CBC possa apresentar benefícios isoladamente, a maioria dos estudos examinou os efeitos do CBC juntamente com outros canabinoides como o CBD e o THC. O canabicromeno demonstra excelente sinergia com outros canabinoides mas, apesar de ser um dos principais compostos dentro da estrutura biológica da Cannabis sativa, este ainda só é produzido em pequenas quantidades.

• O CBC aparenta ser não-psicotrópico
• É um dos três principais canabinoides sintetizados a partir do CBGA
• Pode apoiar no tratamento do cancro, da dor e da inflamação
• Desempenha um papel crucial na otimização do "efeito entourage"
• Demonstra uma fraca afinidade pelos recetores CB1 e CB2 associados ao SE
• Ativa os recetores TRPV1 e TRPA1 localizados na membrana das células

Efeitos secundários

De momento, é demasiado cedo para determinar se o CBC produz quaisquer efeitos secundários dignos de menção. Tal como outros canabinoides não-psicotrópicos, este aparenta ser bem tolerado, mas isto é uma mera conjetura.

Investigação de apoio

O que é o CBC (Canabicromeno)?

Conforme aludimos, a maioria dos estudos envolvendo o CBC também apresentam outros canabinoides proeminentes. A investigação independente relativa ao CBC é limitada, sendo que atualmente só estão a decorrer estudos com animais e in-vitro.

Em 2006, o Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics publicou um estudo[1] que examinava os efeitos dos canabinoides em células cancerígenas in-vitro. Embora tivessem concluído que o canabidiol (CBD) era o inibidor mais potente do crescimento das células cancerígenas, este foi seguido muito perto pelo CBG e pelo CBC. Os investigadores concluíram que os seus "dados apoiavam futuros testes do canabidiol e de extratos ricos em canabidiol para o potencial tratamento do cancro”.

O Department of Experimental Medicine em Nápoles, Itália, testou os efeitos do CBD e do CBC nos sistemas nocicetivos dos ratos. A dor nocicetiva é uma sensação familiar associada a fraturas, queimaduras ou hematomas.

Os resultados demonstraram que o CBD e o CBC provocaram "analgesia interagindo com várias proteínas alvo”. Embora o estudo[2] tenha concluído que ambos os compostos possam ser agentes terapêuticos úteis, múltiplos mecanismos de ação ainda precisam de ser explorados.

Um estudo[3] de 2010 da Universidade do Mississípi avaliou os efeitos do THC, CBD, CBC, CBG e CBN num modelo animal de depressão. Utilizando uma variedade de doses, os investigadores concluíram que os "canabinoides exercem ações antidepressivas”, embora para o CBC os efeitos tenham sido dependentes da dose.

Embora o CBD seja favorecido pela sua redução da inflamação e proliferação celular associada ao acne, um estudo[4] de 2016 destacou que o CBC pode ter um efeito similar. O canabinoide "reduziu significativamente o ácido araquidónico (AA)- lipogénese induzida ‘tipo acne’”. Os resultados sugeriram que o CBC, CBDV e o THCV “demonstram ser promissores para se tornarem agentes altamente eficientes e novos contra o acne”.

O efeito do CBC noutros canabinoides foi exibido num estudo[5] de 2011 publicado na Drug and Alcohol Dependence. O canabinoide não só pareceu mediar os efeitos psicotrópicos do THC, como a administração dependente da dose de ambos os canabinoides in-vitro “levou a ações tétrade e ações anti-inflamatórias”. O ponto mais significativo da diferença com o CBC foi que os seus efeitos anti-inflamatórios não foram um resultado da ligação com os recetores CB1 ou CB2. Continua por avaliar como é que este mecanismo de ação poderá traduzir-se efetivamente em ensaios com humanos.

Estatuto legal

Como o CBC é considerado não-psicotrópico, o canabinoide não está registado na Convenção Única sobre Estupefacientes. Assim sendo, não há quaisquer restrições definitivas sobre este canabinoide e o mesmo não é considerado uma substância ilícita.

Author
Luke Sholl

Title/author.

Luke Sholl
Com mais de uma década de experiência escrevendo sobre CBD e canabinoides, Luke é um jornalista consagrado e escritor-chefe para a Cibdol e outras publicações sobre canabinoides. Comprometido com os fatos, sua fascinação pelo CBD também engloba fitness, nutrição e prevenção de doenças.
Luke Sholl

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Luke Sholl
Com mais de uma década de experiência escrevendo sobre CBD e canabinoides, Luke é um jornalista consagrado e escritor-chefe para a Cibdol e outras publicações sobre canabinoides. Comprometido com os fatos, sua fascinação pelo CBD também engloba fitness, nutrição e prevenção de doenças.
Fontes

[1] Ligresti, A., Moriello, A. S., Starowicz, K., Matias, I., Pisanti, S., de Petrocellis, L., Laezza, C., Portella, G., Bifulco, M., & di Marzo, V. (2006). Antitumor Activity of Plant Cannabinoids with Emphasis on the Effect of Cannabidiol on Human Breast Carcinoma. Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics, 318(3), 1375–1387. https://doi.org/10.1124/jpet.106.105247 [Fonte]

[2] Maione, S., Piscitelli, F., Gatta, L., Vita, D., de Petrocellis, L., Palazzo, E., de Novellis, V., & di Marzo, V. (2011). Non-psychoactive cannabinoids modulate the descending pathway of antinociception in anaesthetized rats through several mechanisms of action. British Journal of Pharmacology, 162(3), 584–596. https://doi.org/10.1111/j.1476-5381.2010.01063.x [Fonte]

[3] El-Alfy, A. T., Ivey, K., Robinson, K., Ahmed, S., Radwan, M., Slade, D., Khan, I., ElSohly, M., & Ross, S. (2010). Antidepressant-like effect of Δ9-tetrahydrocannabinol and other cannabinoids isolated from Cannabis sativa L. Pharmacology Biochemistry and Behavior, 95(4), 434–442. https://doi.org/10.1016/j.pbb.2010.03.004 [Fonte]

[4] Oláh, A., Markovics, A., Szabó-Papp, J., Szabó, P. T., Stott, C., Zouboulis, C. C., & Bíró, T. (2016). Differential effectiveness of selected non-psychotropic phytocannabinoids on human sebocyte functions implicates their introduction in dry/seborrhoeic skin and acne treatment. Experimental Dermatology, 25(9), 701–707. https://doi.org/10.1111/exd.13042 [Fonte]

[5] DeLong, G. T., Wolf, C. E., Poklis, A., & Lichtman, A. H. (2010). Pharmacological evaluation of the natural constituent of Cannabis sativa, cannabichromene and its modulation by Δ9-tetrahydrocannabinol☆. Drug and Alcohol Dependence, 112(1–2), 126–133. https://doi.org/10.1016/j.drugalcdep.2010.05.019 [Fonte]

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