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Author: Luke Sholl

O que São os Flavanóis?

Os flavanóis são uma subclasse de um grupo maior de químicos conhecidos como flavonoides. Os flavonoides como um todo encontram-se numa ampla variedade de espécies e são mencionados[1] como contribuidores para os benefícios de saúde destes grupos alimentares. Pensa-se que uma classe de flavanóis conhecidos como catequinas contribuem para os efeitos antioxidantes e cardioprotetores[2] de alimentos e bebidas populares.

As plantas sintetizam os flavanóis como metabolitos secundários. Estes não contribuem para a reprodução e desenvolvimento, mas podem ajudar a que determinadas espécies lidem com o stress ambiental. Os flavanóis exercem provavelmente efeitos antioxidantes e protetores[3] nas plantas, embora o seu papel exato ainda permaneça pouco claro.

Cor

Ao contrário dos seus parentes mais próximos — antocianinas e flavanonas — os flavonóis são totalmente incolores[4]. Quando extraídas, estas moléculas formam um líquido condensado e incolor.

Também encontrado em

O que São os Flavanóis?

Os flavanóis estão presentes em vários frutos populares, além de artigos alimentares e bebidas. Estes ocorrem principalmente nas cascas e sementes das frutas e vegetais, ao invés da polpa.

Os flavanóis podem ser encontrados[5] em quantidades relativamente altas em sumos de fruta, geleias, maçãs, abacates, figos, mangas, morangos, cacau, cerejas, chá preto, chá verde, vinho tinto, vinho branco e vinho do porto.

A ingestão de flavanóis variará dependendo da dieta, mas a investigação indica uma toma média de sensivelmente 50 mg por dia em algumas partes da Europa.

Investigação de apoio

A investigação inicial dá um vislumbre sobre os potenciais efeitos terapêuticos dos flavonóis. Estes não receberam tanta atenção como outros membros da classe química, mas a investigação limitada já produziu, até agora, alguns resultados promissores.

• Saúde cardíaca

As catequinas, um tipo de flavonoide, podem beneficiar a saúde cardiovascular, em parte devido aos seus efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes.

A principal catequina encontrada no chá verde, epigalocatequina galato (EGCG), pode diminuir a inflamação vascular[6] inibindo a geração de óxido nítrico. Menos ON pode ajudar a diminuir a exocitose endotelial .

As células endoteliais revestem a superfície interna dos vasos sanguíneos. A exocitose ocorre quando os grânulos destas células se fundem com a membrana de plasma. Isto resulta na libertação de proteínas pro-inflamatórias que contribuem para a inflamação vascular — um estado precursor da aterosclerose (endurecimento das artérias).

Outra investigação confirmou os efeitos inibidores do ON dos flavonóis. Uma investigação[7] publicada no Journal of Hypertension testou os efeitos do cacau rico em flavanóis na vasodilatação em indivíduos saudáveis.

O cacau — o principal componente do chocolate — contém níveis altos de inúmeros flavanóis, incluindo epicatequina, catequina e oligómeros de procianidina. Os investigadores administraram os indivíduos com um total de 821 mg de cacau todos os dias. Durante o ensaio de cinco dias, descobriram que o cacau induzia dilatação periférica consistente e impressionante dos vasos sanguíneos. Isto sugere que os alimentos ricos em flavanóis podem ajudar a proteger contra eventos coronários, incluindo ataques cardíacos.

O que São os Flavanóis?

• Atividade antioxidante

Graças à sua atividade antioxidante, os flavanóis encontrados no chá verde podem ajudar a diminuir o stress oxidativo. O stress oxidativo deriva de inúmeros fatores, incluindo a poluição, dieta e exposição a químicos. Estes eventos podem contribuir para um desequilíbrio entre os radicais livres e a capacidade do corpo em neutralizá-los.

Os radicais livres — subprodutos tóxicos do metabolismo do oxigénio — podem provocar danos significativos nas células e sustentar muitas doenças crónicas diferentes.

Os flavonóis do chá verde exibiram atividade antioxidante nos estudos celulares. Os antioxidantes alcançam os seus efeitos doando um eletrão às moléculas dos radicais livres — parando ou reduzindo os danos oxidativos. Os flavanóis de chá verde EGCG e EGC podem doar um eletrão sem usar muita energia. Isto faz com que a sua capacidade de limpar os radicais livres seja superior à da famosa antioxidante vitamina E.

• Neuroproteção e desempenho cognitivo

Uma análise[8] no Journal of Cardiovascular Pharmacology sugere que os flavanóis podem ajudar a afastar a doença cognitiva. O mecanismo pode encontrar-se na sua capacidade de aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro.

A investigação em humanos[9] demonstrou que um tratamento de uma semana com cacau rico em flavanóis (900 mg por dia) elevou o fluxo sanguíneo cerebral na matéria cinzenta e reverteu a disfunção endotelial. Estes resultados sugerem os efeitos neuroprotetores dos flavanóis, dado que o declínio cognitivo e a demência estão associados à redução do fluxo sanguíneo cerebral[10].

Para além de ajudar a proteger o cérebro, os flavanóis também reforçam o desempenho do órgão. Um estudo[11] publicado na Frontiers in Nutrition detalha os efeitos dos flavanóis do cacau na função cognitiva, sugerindo que o consumo a curto prazo aparenta aumentar a memória e o tempo de reação, enquanto o consumo a longo prazo pode ajudar a “aumentar [sic] a eficiência neural”.

Segurança e efeitos secundários

O consumo de até 2000 mg de flavanóis de cacau por dia durante 12 semanas aparenta ser seguro em pessoas saudáveis[12]. No entanto, as fontes dos flavanóis — cacau e chá — contém moléculas estimulantes tais como a cafeína. O elevado consumo destas fontes pode levar a efeitos secundários relacionados com a cafeína tais como náuseas, nervosismo, insónia e frequência cardíaca acelerada.

Author
Luke Sholl

Title/author.

Luke Sholl
Com mais de uma década de experiência escrevendo sobre CBD e canabinoides, Luke é um jornalista consagrado e escritor-chefe para a Cibdol e outras publicações sobre canabinoides. Comprometido com os fatos, sua fascinação pelo CBD também engloba fitness, nutrição e prevenção de doenças.
Luke Sholl

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Luke Sholl
Com mais de uma década de experiência escrevendo sobre CBD e canabinoides, Luke é um jornalista consagrado e escritor-chefe para a Cibdol e outras publicações sobre canabinoides. Comprometido com os fatos, sua fascinação pelo CBD também engloba fitness, nutrição e prevenção de doenças.
Fontes

[1] de Pascual-Teresa, S., Moreno, D. A., & García-Viguera, C. (2010). Flavanols and Anthocyanins in Cardiovascular Health: A Review of Current Evidence. International Journal of Molecular Sciences, 11(4), 1679–1703. https://doi.org/10.3390/ijms11041679 [Fonte]

[2] Higdon, J. V., & Frei, B. (2003). Tea Catechins and Polyphenols: Health Effects, Metabolism, and Antioxidant Functions. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, 43(1), 89–143. https://doi.org/10.1080/10408690390826464 [Fonte]

[3] Samanta, A., Das, G., & Das, S. K. (2011, January 1). Roles of flavonoids in Plants. ResearchGate. https://www.researchgate.net/publication/279499208_Roles_of_flavonoids_in_Plants [Fonte]

[4] Das, A. B., Goud, V., & Das, C. (2019). Phenolic Compounds as Functional Ingredients in Beverages. Value-Added Ingredients and Enrichments of Beverages, 285–323. https://doi.org/10.1016/b978-0-12-816687-1.00009-6 [Fonte]

[5] Hollman, P. C., & Arts, I. C. (2000). Flavonols, flavones and flavanols – nature, occurrence and dietary burden. Wiley Online Library. Published. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/(SICI)1097-0010(20000515)80:7%3C1081::AID-JSFA566%3E3.0.CO;2-G [Fonte]

[6] Lin, Y. L., & Lin, J. K. (1997). Epigallocatechin-3-gallate blocks the induction of nitric oxide synthase by down-regulating lipopolysaccharide-induced activity of transcription factor nuclear factor-kappaB. PubMed. Published. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9281609/ [Fonte]

[7] Fisher, N., Hughes, M., & Gerhard-Herman, M. (2003). Flavanol-rich cocoa induces nitric-oxide-dependent vasodilation in healthy humans. Journal of Hypertension. Published. https://journals.lww.com/jhypertension/Abstract/2003/12000/Flavanol_rich_cocoa_induces_nitric_oxide_dependent.16.aspx [Fonte]

[8] Fisher, N., Sorond, F., & Hollenberg, N. (2006). Cocoa Flavanols and Brain Perfusion. Journal of Cardiovascular Pharmacology. Published. https://journals.lww.com/cardiovascularpharm/Fulltext/2006/06001/Cocoa_Flavanols_and_Brain_Perfusion.17.aspx [Fonte]

[9] Nehlig, A. (2013). The neuroprotective effects of cocoa flavanol and its influence on cognitive performance. NCBI. Published. https://doi.org/10.1111/j.1365-2125.2012.04378.x [Fonte]

[10] Leeuwis, A. E., Smith, L. A., & Melbourne, A. (2018). Cerebral Blood Flow and Cognitive Functioning in a Community-Based, Multi-Ethnic Cohort: The SABRE Study. NCBI. Published. https://doi.org/10.3389/fnagi.2018.00279 [Fonte]

[11] Socci, V., Tempesta, D., Desideri, G., de Gennaro, L., & Ferrara, M. (2017). Enhancing Human Cognition with Cocoa Flavonoids. Frontiers in Nutrition, 4. https://doi.org/10.3389/fnut.2017.00019 [Fonte]

[12] Ottaviani, J. I., Balz, M., Kimball, J., Ensunsa, J. L., Fong, R., Momma, T. Y., Kwik-Uribe, C., Schroeter, H., & Keen, C. L. (2015). Safety and efficacy of cocoa flavanol intake in healthy adults: a randomized, controlled, double-masked trial. The American Journal of Clinical Nutrition, 102(6), 1425–1435. https://doi.org/10.3945/ajcn.115.116178 [Fonte]

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