O Que São Os Flavonóis?

O Que São Os Flavonóis?

Os flavonóis são um grupo de moléculas que pertencem à classe química "flavonoide". A ciência moderna estudou os flavonóis minuciosamente, com a maioria dos exemplos de investigação a serem o kaempferol, quercetina, miricetina e a fisetina.

Juntamente com os canabinoides, os terpenos e outros compostos, pensa-se que os flavonóis contribuem para o potencial terapêutico geral do fitocomplexo da planta canábis. Os flavonóis também ocorrem em várias outras plantas, incluindo frutos, vegetais e ervas, onde desempenham funções biológicas importantes.

Cor

Entre outras tarefas, os flavonóis desempenham uma função enquanto pigmentos nas plantas. Produzem frequentemente pigmentação amarela brilhante, a qual contribui para a cor das pétalas de determinadas flores, em conjunção com outros pigmentos tais como carotenoides e antocianinas. Este tom amarelo apelativo tem sido aproveitado como um corante pelos humanos ao longo da história.

Também encontrados em

Os flavonóis ocorrem em concentrações particularmente altas nas:

• Cebolas
• Cebolinhas
• Couve
• Brócolos
• Maçãs
• Bagas
• Chás
• Vinho tinto

As plantas produzem grandes quantidades destas moléculas nas suas folhas, flores, pele e casca. Apenas pequenas quantidades ocorrem no núcleo e nas partes subterrâneas da maioria das espécies (com a exceção das cebolas).

Devido à sua prevalência nos alimentos comuns, muitas pessoas ingerem frequentemente flavonóis. No entanto, a ingestão alimentar comprovou ser difícil de avaliar devido aos hábitos alimentares flutuantes entre os indivíduos.

O Que São Os Flavonóis?

Investigação de apoio

Um misto de estudos celulares, animais e clínicos detalha os possíveis efeitos terapêuticos dos flavonóis. No entanto, a investigação ainda é preliminar, tornando-se difícil de retirar conclusões concretas. Independentemente disto, os dados presentes ainda oferecem perspetivas valiosas sobre os efeitos destas moléculas.

A compreensão terapêutica atual dos flavonóis inclui os seguintes efeitos possíveis:

• Antioxidante
• Anticancerígena
• Prevenção de doenças cardiovasculares
• Prevenção dos diabetes

Vamos dar uma vista de olhos ao que a investigação científica tem a dizer sobre estes efeitos.

• Antioxidante

Um estudo publicado no World Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences detalha os efeitos antioxidantes do flavonol quercetina. O ensaio discute a capacidade química de minimizar a oxidação da gordura, ajudando assim a prevenir as doenças cardiovasculares e neurodegenerativas.

Os autores também sugerem que a quercetina ajudou a reduzir a inflamação e os danos no ADN limpando os radicais livres. Por sua vez, o flavonol reduziu as proteínas inflamatórias encontradas em níveis elevados nos pacientes que têm doenças inflamatórias crónicas.

• Anticancerígena

Os efeitos antioxidantes da quercetina também sustentam o potencial anticancerígeno da molécula. Esta alcança estes efeitos — em parte — ajudando a proteger as células contra o stress oxidativo provocado pelas espécies reativas ao oxigénio.

O químico também aparenta produzir efeitos anticancerígenos, inibindo as proteínas de choque térmico nas culturas celulares do cancro da mama, leucemia e cancro do cólon malignos. As proteínas de choque térmico são conhecidas por melhorarem a sobrevivência das células cancerígenas.

A quercetina também demonstrou propriedades anticancerígenas em modelos animais. O flavonol aumentou o tempo de vida em 20% nos ratos injetados com células tumorais. A molécula também inibiu significativamente o crescimento tumoral nos ratos com tumores abdominais e suprimiu o crescimento do tumor nos ratos com células de cancro da mama.

• Prevenção de doenças cardiovasculares

Uma investigação epidemiológica publicada na The Lancet sugere que um aumento do consumo alimentar de flavonóis pode diminuir o risco de morte associado à doença cardíaca coronária. Os flavonóis são conhecidos por inibirem a oxidação das lipoproteínas de baixa densidade (LDL), um fenómeno que contribui para a doença cardíaca coronária, aterosclerose e acidente vascular cerebral isquémico (AVC isquémico). No entanto, os investigadores abordaram a necessidade de realizar mais estudos para confirmar estas descobertas.

• Prevenção dos diabetes

Um grande estudo caso-controlo envolvendo 16 835 pacientes sem diabetes e 12 043 pacientes com diabetes sugere que a ingestão de flavonoides (mais de 608,1 mg por dia) reduziu o risco de diabetes em 10%. Os indivíduos que consumiram níveis mais elevados de flavonóis, em particular, experienciaram um risco mais reduzido de diabetes.

Segurança e efeitos secundários

Enquanto constituinte dietético comum, os flavonóis são geralmente seguros. No entanto, a investigação aponta para os possíveis efeitos secundários dos flavonoides como um todo, incluindo diarreia, deficiência de ferro, enxaquecas, dermatite entre outras doenças.

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