Como Funcionam os Recetores Canabinoides?

Uma Análise Detalhada dos Recetores Canabinoides

Os recetores canabinoides existem em todo o nosso corpo. Acima de tudo, estes atuam como um ponto de entrada crucial para compostos que reforçam o bem-estar. Continue a ler para saber o que são os recetores canabinoides e como é que estes funcionam.

O que são os recetores canabinoides?

Os recetores canabinoides são recetores acoplados à proteína G sofisticados que ajudam o corpo a interagir com vários compostos químicos. Contudo, na realidade, há uma forma muito mais simples de compreender o que são.

A forma mais fácil de imaginar os recetores canabinoides é comparando-os a uma antena, semelhante à que encontraria num carro ou numa televisão.

Uma antena no seu carro recebe sinais de uma fonte externa, transmitindo essa informação para o seu rádio. Mas, para o impedir de receber todas as estações de rádio de uma só vez, cada transmissão é atribuída a uma frequência. Tudo o que tem de fazer é sintonizar o seu rádio na estação correta e a antena continuará a receber o sinal.

Os recetores canabinoides funcionam de forma muito semelhante. Contudo, neste caso, trocamos o carro pelo corpo humano e o rádio por várias funções celulares e biológicas.

Os recetores canabinoides ajudam a processar e a receber compostos químicos, transmitindo a sua informação para as células do nosso corpo. As células, de seguida, podem utilizar esta informação para ajudar a regular funções vitais como o sono, humor, apetite, metabolismo e resposta imunitária.

Quando foram descobertos os recetores canabinoides?

Apesar daquilo que sabemos sobre o papel crucial que os recetores canabinoides desempenham no equilíbrio do bem-estar, a sua descoberta é consideravelmente recente, pelo menos segundo os padrões científicos.

• Anos 80 — Os cientistas descobrem os recetores CB1
• 1992 — O sistema endocanabinoide (SEC) é finalmente descoberto, uma vasta rede que liga todos os recetores canabinoides
• 1993 — É identificado o CB2, o segundo recetor canabinoide

Até agora, os investigadores identificaram dois tipos principais de recetores canabinoides (CB1 e CB2). No entanto, parte do motivo por detrás da descoberta tão tardia destes recetores deve-se à forma como estes são ativados.

Embora haja químicos dentro do corpo humano que comunicam com os recetores CB1 e CB2, são os compostos encontrados na Cannabis Sativa que espoletam uma gama de interações muito maior.

A espécie Cannabis Sativa inclui, como é óbvio, o cânhamo (a principal fonte de CBD), mas também inclui variações ilícitas, tais como a marijuana. É certamente um desafio estudar como funcionam os recetores canabinoides quando uma das melhores amostras para teste é largamente proibida.

Como funcionam os recetores canabinoides?

Relativamente aos dois recetores, CB1 e CB2, há dois grupos principais de compostos com os quais estes interagem. O primeiro é com os neuroquímicos encontrados no corpo humano, e o segundo é com os fitocanabinoides encontrados principalmente na Cannabis Sativa, tais como o CBD.

Apesar da diferença na origem, tanto os compostos internos como os externos interagem com os recetores CB da mesma forma — utilizando um mecanismo chave e fechadura.

Para qualquer um dos grupos de compostos interagirem, estes precisam de ter a forma correta, o que, em termos técnicos, significa a estrutura química adequada. Os recetores CB1 e CB2 têm ambos "fechaduras" ligeiramente diferentes, e só aceitarão compostos com uma forma correspondente. Este sistema biológico fechadura e chave é o motivo pelo qual compostos como o CBD só interagem com recetores específicos — e não com todos os recetores.

Onde se encontram os recetores canabinoides?

Conforme destacámos anteriormente, os recetores canabinoides existem para receber e transmitir sinais específicos. Os recetores no nosso sistema imunitário, por exemplo, transmitem sinais que ajudam com a nossa resposta inflamatória, enquanto os recetores no nosso cérebro podem influenciar o humor ou o apetite.

É importante destacar que os recetores CB1 e CB2 não existem juntos, mas sim em diferentes locais do corpo. Por exemplo, o cérebro apresenta uma vasta maioria de recetores CB1, enquanto o sistema digestivo contém uma abundância de recetores CB2.

As áreas com a maior concentração de recetores canabinoides incluem:

• Cérebro (sistema nervoso central)
• Fígado
• Sistema reprodutor
• Sistema cardiovascular
• Pele
• Trato gastrointestinal
• Sistema imunitário
• Sistema nervoso periférico

Quantos recetores canabinoides há no corpo humano?

Os investigadores trabalham arduamente para estabelecerem toda a extensão dos recetores canabinoides que identificámos, e para descortinarem o quão impactante é o papel que estes desempenham no bem-estar. Com os recetores presentes da cabeça aos pés, certamente que há imenso para examinar.

Além do CB1 e CB2, os cientistas acreditam que há uma punhado de outros recetores que atuam de forma similar. Contudo, considerando o facto de que os recetores CB foram descobertos há tão pouco tempo, ainda há muitíssimo a aprender sobre os mesmos e, quem sabe, talvez haja muitos mais que ainda não conhecemos.

Como é que o CBD interage com os recetores canabinoides?

Faz sentido concluir a nossa exploração dos recetores canabinoides com a forma como estes comunicam com o CBD. Na realidade, nem os recetores CB1 nem os CB2 demonstram muita afinidade pelo CBD, mas isso não significa que a sua relação é insignificante!

O CBD desempenha um papel muito mais de apoio com os recetores canabinoides. Ao invés de interagir diretamente com estes, ele trabalha para encorajar o quão bem estes se ligam a outros compostos. O benefício de uma interação mais forte é que os resultados são mais pronunciados. Se voltamos à nossa analogia com o rádio do carro, quanto mais forte o sinal, melhor a qualidade e nitidez do som da estação de rádio.

Ao assumir a função de "gestor geral", o CBD assegura que toda a rede de recetores funciona tal e qual como devia funcionar. Com um sistema totalmente funcional de recetores canabinoides, o corpo está melhor equipado para lidar com doenças e perturbações que possam desequilibrá-lo.

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