Devo Tomar CBD Antes ou Depois das Refeições?

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CBD e as refeições: em que ponto da situação nos encontramos?

Pense na última vez que tomou CBD; tomou-o antes ou depois da refeição? Quando vivemos a típica rotina das nove às cinco, filhos e demais azáfama diária, a maioria de nós opta por tomar o CBD várias vezes ao dia — quando acordamos, com o almoço e antes de nos deitarmos. Em todas estas três situações estamos a dar ao CBD um conjunto diferente de variáveis biológicas segundo as quais ele atuará. Pela manhã, o nosso estômago está vazio, ao almoço, muito provavelmente comemos algo rápido para aguentar o resto do dia, enquanto a nossa última dose de CBD é habitualmente tomada após um jantar substancial.

Até muito recentemente, tínhamos de basear-nos em evidências anedóticas e reivindicações não-comprovadas para compreendermos se os cenários supra destacados tinham algum impacto na interação do CBD com o corpo. Felizmente, há novos indícios que sugerem uma resposta mais plausível para a pergunta - Devo tomar CBD antes ou depois das refeições?

Deve tomar CBD após as refeições?

Daquilo que sabemos até agora — há um bom motivo para sugerir a ingestão do CBD após as refeições. Para compreendermos o motivo por detrás do facto do CBD ter uma maior taxa de absorção após nos alimentarmos, teremos de explicar dois conceitos — a biodisponibilidade e o metabolismo pré-sistémico. O primeiro é definido como "a proporção de um medicamento ou de outra substância que entra na circulação quando ingerido pelo corpo e, por conseguinte, capaz de exercer um efeito ativo”. Em termos leigos, a biodisponibilidade é que quantidade de CBD e o quão rápido este entra na corrente sanguínea.

É crucial melhorar a biodisponibilidade — quanto menor a biodisponibilidade, mais precisará de consumir duma determinada substância para obter efeitos comparáveis com uma alternativa mais biodisponível. Se conseguirmos melhorar a biodisponibilidade do CBD fazendo algo tão simples como comer algo antes de o ingerir, então este pequeno ato pode ter resultados significativos.

Isto encaminha-nos na perfeição para o segundo conceito importante — o metabolismo pré-sistémico. O motivo pelo qual o CBD oralmente administrado tem uma biodisponibilidade relativamente baixa (taxa lenta de absorção, sendo que nem todos os compostos alcançam a nossa corrente sanguínea) deve-se ao facto do CBD demorar algum tempo a passar pelas enzimas digestivas antes de entrar no fígado.

É aqui que o composto é decomposto nos seus principais componentes por uma família de enzimas designada por citocromo P450 (CYP450). Aquilo que começa por ser uma simples molécula de CBD **transforma-se na realidade em mais de 100 metabolitos diferentes. Infelizmente, muitos desses metabolitos são processados e excretados antes de alcançarem a corrente sanguínea, diminuindo a biodisponibilidade geral do CBD.
**transforma-se na realidade em mais de 100 metabolitos diferentes - https://www.liebertpub.com/doi/10.1089/can.2015.0012

O que diz a ciência sobre tomar o CBD após as refeições

Segundo as novas descobertas, o consumo de CBD após uma refeição poderá contornar o processo pré-sistémico, melhorando assim a sua biodisponibilidade geral. Contudo, não se limite a deixar-se convencer pelas nossa palavra, ao invés, analisemos atentamente a investigação em questão.

Um **estudo publicado pela Universidade do Minnesota tinha como objetivo observar como é que os alimentos afetavam o CBD em “pacientes adultos com epilepsia refratária”. Oito pacientes, todos previamente prescritos com CBD para as convulsões, foram administrados com "uma dose única de cápsulas de CBD com 99% de pureza” e instruídos a tomá-las “tanto em jejum (antes do pequeno-almoço) como após se alimentarem (com alto teor calórico de gordura, 840 a 860)”. Para medir a quantidade de CBD na corrente sanguínea foram registados os níveis de plasma imediatamente após o consumo e vários dias mais tarde.
**estudo - https://onlinelibrary.wiley.com/doi/pdf/10.1111/epi.16093

Os resultados demonstraram que, quando tomado com alimentos de elevado teor de gordura, a quantidade de CBD registada no corpo aumentou quatro vezes em relação às leituras obtidas após o consumo em jejum. Embora o tamanho da amostra possa parecer reduzido, as descobertas são apoiadas pelo conhecimento que temos sobre a taxa de absorção das gorduras e óleos.

Uma **publicação da Escola de Medicina de Harvard discutiu a biofuncionalidade dos ácidos gordos (triglicerídeos de cadeia média e longa). Eles descobriram que as gorduras e óleos convencionais atuam “como combustível de elevada energia e rapidamente disponibilizado”. Esta conclusão anda a par e passo com os resultados do estudo da Universidade do Minnesota.
**publicação - https://link.springer.com/article/10.1007/BF02537271?LI=true

Os alimentos gordurosos são mais prontamente absorvidos pelo corpo, evitando uma porção da experiência vivenciada pela decomposição do metabolismo pré-sistémico. Felizmente, para os utilizadores de CBD, o composto é **naturalmente hidrofóbico — vinculando-se facilmente com os óleos e repelindo a água. Ao fazê-lo, pensa-se que algumas das moléculas do CBD vinculam-se aos triglicerídeos de cadeia longa e entram no corpo quando as gorduras são absorvidas, ao invés de se tornarem vítimas das enzimas P450.
**naturalmente hidrofóbico - http://www.jbc.org/content/early/2015/02/09/jbc.M114.618447.full.pdf

Reflitamos

Toda esta informação dá-nos imenso para digerir, portanto, vale a pena recapitular:

Num pequeno estudo clínico, descobriu-se que o CBD exibe uma melhoria na biodisponibilidade quando consumido com o estômago abastecido de alimentos ricos em gordura, tais como peixe, abacate, nozes, carne vermelha e óleo de coco. A biodisponibilidade melhorada significa que há uma maior quantidade de CBD a alcançar a área desejada, e a um ritmo mais rápido. Se é uma das pessoas que toma o CBD mal acaba de acordar, ou pouco antes de se deitar sem se alimentar, pode ser uma boa ideia considerar alterar os seus hábitos.

Contudo, nunca é demais considerar que o tamanho da amostra do estudo supra ilustrado era incrivelmente pequeno, e embora sendo encorajador, os resultados não foram replicados numa escala maior. Recomendamos sempre que fale primeiro com o seu médico antes de consumir o CBD, ou se estiver a pensar em realizar quaisquer alterações à sua dieta ou hábitos alimentares.

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