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Author: Luke Sholl

O que é o CBGA?

O que é o CBGA?

O CBGA é um dos vários ácidos canabinoides presentes na planta canábis. Conhecido como o "canabinoide progenitor”, o CBGA atua como o precursor de muitos outros membros da família canabinoide. Além de desempenhar um papel fundamental na biossíntese dos canabinoides, o CBGA pode ter aplicações relevantes para os humanos. Analisemos mais aprofundadamente esta molécula interessante abaixo.

CBGA: o canabinoide progenitor

O CBGA, ou ácido canabigerólico, desempenha um papel vital na criação de canabinoides na planta canábis. Através de uma série de reações químicas, os tricomas da canábis criam o ácido olivetólico (OA) e o pirofosfato de geranilo (GPP). Ambas estas moléculas são convertidas em CBGA através de uma enzima específica — a sintase do CBGA. Uma vez sintetizado, o CBGA tem o potencial de tornar-se numa multiplicidade de ácidos canabinoides, dependendo da enzima que catalisa a reação. A sintase do THCA, sintase do CBDA e a sintase do CBCA convertem o CBGA no THCA, CBDA e CBCA, respetivamente.

No entanto, o CBGA também pode ser convertido no canabinoide CBG se exposto às condições corretas antes destas reações. Quando exposto ao calor, um grupo carboxilo separa-se da molécula. Este processo — conhecido como descarboxilação — cria o CBG. Conhecido principalmente como um canabinoide menor, o CBG está a começar a ganhar a atenção no mundo da canábis. Há cada vez mais produtos de CBG no mercado, e os produtores desenvolveram cultivares que têm perfis canabinoides constituídos por 100% CBG.

O CBGA também desempenha outras funções fundamentais na planta canábis. Enquanto metabolito secundário, este ajuda a direcionar os recursos para as flores para a produção de resina e sementes. A molécula alcança este feito impressionante apoiando a morte celular nas folhas, poupando energia crítica.

O que é o CBGA?

Efeitos secundários

Infelizmente, o CBGA permanece relativamente pouco investigado. Uma escassez de estudos em humanos abre uma enorme lacuna no conhecimento sobre o canabinoide. Não há quaisquer dados concretos relativos a hipotéticos efeitos secundários. Sabemos que, tal como o CBD, o CBGA não se liga aos recetores CB1, ou seja, não provoca efeitos psicoativos. No entanto, a escassez de dados também significa que não sabemos se o canabinoide interage com a medicação. Há a esperança de que mais estudos ajudem a elucidar sobre as respostas a estas questões em breve.

Investigação atual sobre o CBGA

Apesar de uma escassez de investigação sobre os efeitos secundários, já foram conduzidos alguns estudos preliminares sobre o potencial do CBGA.

Um estudo[1] na revista Fitoterapia analisou o efeito de uma estirpe rica em CBGA na inibição da enzima aldose redutase — uma molécula associada com as complicações relativas aos diabetes. Os extratos desta estirpe demonstraram uma capacidade, mediante a dose, de inibir a enzima. Os autores do estudo concluíram que estes cultivares poderão ser usados para preparar inibidores da aldose redutase.

O CBGA também pode desempenhar um futuro papel modulador no metabolismo. Um ensaio de 2019[2], publicado na Biochimica et Biophysica Acta detalha a investigação computacional e celular que sugere que o ácido canabinoide pode ligar-se aos recetores ativados por proliferadores do peroxissoma (PPARs). Através deste mecanismo, o CBGA pode conseguir ajudar a regular o armazenamento de tecido adiposo.

Estatuto legal

Sendo um ácido canabinoide não-psicoativo, o CBGA é legal em muitos dos mesmos países que consideram o CBD legal. O CBG pode ser obtido a partir de cultivares de cânhamo com pouco teor de THC atualmente legais nos Estados Unidos e em muitos países europeus.

Author
Luke Sholl

Title/author.

Luke Sholl
Com mais de uma década de experiência escrevendo sobre CBD e canabinoides, Luke é um jornalista consagrado e escritor-chefe para a Cibdol e outras publicações sobre canabinoides. Comprometido com os fatos, sua fascinação pelo CBD também engloba fitness, nutrição e prevenção de doenças.
Luke Sholl

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Luke Sholl
Com mais de uma década de experiência escrevendo sobre CBD e canabinoides, Luke é um jornalista consagrado e escritor-chefe para a Cibdol e outras publicações sobre canabinoides. Comprometido com os fatos, sua fascinação pelo CBD também engloba fitness, nutrição e prevenção de doenças.
Fontes

[1] Smeriglio, A., Giofrè, S. V., Galati, E. M., Monforte, M. T., Cicero, N., D’Angelo, V., Grassi, G., & Circosta, C. (2018). Inhibition of aldose reductase activity by chemotypes extracts with high content of cannabidiol or cannabigerol. Fitoterapia, 127, 101–108. https://doi.org/10.1016/j.fitote.2018.02.002 [Fonte]

[2] D’Aniello, E., Fellous, T., Iannotti, F. A., Gentile, A., Allarà, M., Balestrieri, F., Gray, R., Amodeo, P., Vitale, R. M., & di Marzo, V. (2019). Identification and characterization of phytocannabinoids as novel dual PPARα/γ agonists by a computational and in vitro experimental approach. Biochimica et Biophysica Acta (BBA) - General Subjects, 1863(3), 586–597. https://doi.org/10.1016/j.bbagen.2019.01.002 [Fonte]

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